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Reflexões sobre literatura

Preparando a Oficina que darei amanhã na Paulinas achei essas duas frases. Uma amplia a outra. Uma explica a outra. O que temos a fazer é deixar essa interação o mais literária possível, mas isso já é outra frase. “Estamos assistindo o surgimento de uma nova concepção sobre o objeto livro, dotando-o de nova materialidade e uma outra representação da relação autor-leitor, marcada pela ideia da interatividade.”Maria Cristina Soares de Gouvea “Tenho necessidade de ver as palavras pularem do papel e se mexerem dentro das pessoas.” Regina Machado

MEDO!!!!!

Acordei com uns medinhos novos. Abri o jornal e li uma postagem do twitter que o Tulio Milman encontrou: RT @miguelsanchesnt:Toda a literatura é sempre uma língua estrangeira. Fiquei com medo dessa verdade. Nessa frase do Miguel está a dificuldade ou o facínio do desconhecido e da conquista?  Está a distância entre o escritor e o seu leitor que nem considera a literatura como língua mãe ou a busca do novo para enriquecer o antigo?  Que medo eu senti. Medo de sair pela rua e notar que só sobrou a informação. Não existe mais subjetividades, expressões, metáforas, duplo sentidos, ambiguidades, individualidades, interpretações. Fiquei com medo de sair e perceber que o Manoel de Barros apagou todos os seus versos, que o João Cabral nunca existiu, que a Cíntia Moschovich nunca escreveu. Sem isso onde estaria o nosso recheio, que no final das contas comporta a nossa humanidade? Vou sair devagarinho e levar alguns poemas copiados a mão para qualquer emergência. Acho...