Pular para o conteúdo principal

Uma aventura em Lajeado

Se um dia você estiver entediado, vá até Lajeado e converse com a gurizada que vive lá. Eles são capazes de inventar as mais loucas e maravilhosas histórias. Você vai rir bastante e descobrir quanta criatividade passa por lá. Aí embaixo está um pouquinho disso.

O sonho da menina

Era uma vez uma menina que morava num pacote de salgadinho(para não fazer propaganda para ninguém) e seu sonho era ter uma casa de verdade. Ela vivia lá enrolada nos salgadinhos que soltavam farelos amarelos e pensava num jeito de sair de lá e procurar a sua casinha.
Um dia o pacote voou até o trilho de um trem. Ficou paradao sobre o trilho. Ela, de dentro do pacotinho, pode ouvir o barulho do trem se aproximando. O apito cada vez ficava mais alto até que passou sobre o pacote. Isso mesmo. O trem passou sobre o seu pacote de salgadinho. O melhor de tudo é que ele passou bem na pontinha do pacotinho, abrindo-o.
Ela aproveitou para sair e procurar a sua casa.
Ela andou muito até que encontrou uma casa perfeita. SE aproximou e decsobriu que era uma casa de boneca. Lá morava a Barbie e ela resolveu puxar assunto:
-Oi.
Nada de resposta.
-Oiê!
Nada outra vez.
Então ela começou a gritar e os guardas chegaram no seu carro com sirene.
Ela resolveu conversar e descobriu que eles eram de Lego e também não sabiam falar.
Nessa hora ela ouviu um barulho estranho, muito estranho. Era uma moto dirigida por um moço parecido com ela. De verdade, mas pequeninho.
Ele a levou para uma casa de verdade como eles. Pequenina e especial.
Ela entrou e lá tinham muitos passarinhos ajudando na limpeza e na organização de tudo.
A menina estava realizada na sua casa de sonho e nunca mais comeu salgadinho.

Olhem como ela ficou:


Foi demais essa manhã em Lajeado no meio de tanta idéia legal.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

livros novos

  E eu que pensei que não haveria mais interesse em livros físicos . Vejam só, muita gente anda querendo saber das novidades e se os livros já estão disponíveis e quando poderemos nos ver outra vez.  Perguntas que estão na nossa cabeça e cotidiano outra vez.  Então, preparei algumas novidades para reiniciar esse processo( tenho que confessar que nesse meio tempo construímos uma plataforma de livros digitais- www.nilatikah.com.br e um projeto de construção de livros digitais nas comunidades, cidades, escolas) que vou apresentar agora. Esse é o novinho que está chegando e já fazendo barulho por aqui. Escolas que o adotaram já incluíram nos seus currículos uma forma de trazer a educação financeira muito além das aulas de matemática. Kombina com o quê? é uma síntese de mais de sete anos levando o brincar por aí na nossa Kombina. Cada página uma letra, cada letra uma brincadeira e, como não poderia ser de outra forma, ao final, a criança é convidada a criar e o adulto, a aco...
  Está triste desde o início, mas algumas coisas parecem pesar a mão. A morte de Paulo Gustavo , ator querido de tanta gente, deu cara e riso para essa tragédia, como se simbolizasse a morte da alegria que, por sobrevivência, fazemos de conta que não vemos. Estamos na beirinha de um abismo e de mãos dadas . Isso não resolve, mas alenta. Essa semana revi com meu filho de 19 anos o filme Cidadão Kane . Enxerguei nos olhos dele o encantamento que tive quando conheci essa história lá nos meus 19 ou 20. O encantamento da essência, da busca interminável pela verdade de cada um, pelos motivos de seguir andando. " Rir é um ato de resistência " disse Paulo Gustavo num dos vídeos que assisti. Rir é nosso Rosebud. Não podemos nos perder da gente. Não podemos deixar que isso tudo faça com que nos esqueçamos do aço de que somos feitos. Não estamos sozinhos. O #viradãodaleitura me mostrou isso na semana passada. Acho que muita gente também viu. As histórias ainda fazem sentido e têm o po...

Iberê no João XXIII

Ontem conversei com três turmas do colégio João XXIII . O pessoal está lendo o livro Iberê Menino. Foi muito bacana ver o brilho no olhar daquela gurizada que já sabe a importância de um detalhe. A riqueza de uma ideia menos aparente. Acho que as coisas "desimportantes ", aquelas que quase ninguém vê, são as de maior valor no final das contas. Os sinais da alegria, do carinho, no respeito nem sempre aparecem sem que a gente preste muuuuuuita atenção. E acho que não existem valores mais importantes que esses.  Ver o lado de dentro como fez o menino Iberê. Fizemos isso juntos durante a nossa conversa. Acho que o dia foi rica por isso. Nos vimos melhor e assim vimos tudo ao nosso redor de um jeito mais interessante. Os trabalhos estavam de arrepiar. O muro e seus segredos. Os bichos da floresta e o movimento dos desenhos. Tudo lindo demais . Mas o que me pegou de jeito, o que me faz arrepiar só de lembrar, foi a qualidade  das  perguntas e colocaçõe...