segunda-feira, 25 de abril de 2011

poeminha numa hora dessas

SEM MASTIGAR

Era areia de rio. E parada.
O vento levava e trazia de volta.
Difícil um vento de não voltar.
A água passava levando pedaço de planta.
Levando areia imóvel.
Areia inerte de rio.

Rio que, delicadamente,
todo o fim de tarde,
engolia, sem cerimônia, o sol.

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