




"Trabalho, cortesia, nobreza de ideais,
decência, disciplina, fé, ternura.
Atávica alegria dos nossos acentrais
são traços que compõe nossa cultura."
Com esses versos, Marco Aurélio Vasconcelos encerra o Hino que compôs para o município de Picada Café. Não sei se ele tinha consciência ali, em 1994, dois anos depois da emancipação, o quão verdadeiras e próximas da realidade eram as suas palavras. Que população sensacional e boa de conviver. Nesse dia em que passei por lá e conheci crianças, adolescentes e adultos, vi o quanto a cultura passada faz parte do cotidiano e gente que guarda as lembranças como um tesouro é sempre gente que merece o respeito de todos. Além disso, gente que preserva o patrimônio e exalta a produção cultural, forma leitores, forma platéia e investe em pessoas que gostam do que é construtivo e belo, é digna de aplauso.
Essa gente que conheci naquele dia é assim: sem alarde ou exibicionismo, vão construindo um mundo diferente onde cada um tem um papel especial. O coletivo se faz com cada olhar, cada sujeito que quer falar, ouvir, sentir. Foi um dia incrível.
Picada Café é um daqueles lugares que fazer a gente voltar a acreditar no futuro.
Minha gratidão especial à Nóia Kern que confiou em mim para me apresentar pessoas tão especiais.
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