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Os Muros do Mãe de Deus








Quando cheguei logo vi que daria uma bela conversa no Colégio Mãe de Deus. Havia um cartaz composto por inúmeros muros. De castelo, de colégio, de casa, de madeira, de tijolos. Muros e mais muros de chamar a atenção. E , lá no meio, um muro de mundo. Esse desenho acordou uma janelinha de curiosidade e amplitude para o texto. Quantos muros existem perto de nós? Quantos muros temos que vencer? Como podemos criar alternativas para romper nossos muros? E para aceitá-los?
Quando as turmas chegaram para conversar a minha hipótese se confirmou. As perguntas foram muitas e o envolvimento, completo.
Nessas horas me dou conta que vale ainda a pena acreditar que a subjetividade pode tornar as pessoas seres incríveis. Que a reflexão é a chave para o entendimento das coisas.
Quero confessar a vocês que quando os ouvi ontem entendi porque escrevi uma história assim, meio triste, meio fechada, meio instrospectiva. Escrevi por que tinha certeza que a gente tem isso, também. Além de alegria e divertimento, temos um cantinho de silêncio e pensamento. E isso faz bem. Vocês me mostraram que pensar na vida não é triste, nem assustador. Ao contrário, é divertido e necessário.
Quantas perguntas ficaram sem resposta...
Mas acho que vocês perceberam que é isso que faz a vida ficar interessante. A busca.
Vocês foram muito importantes pra mim.
Gratidão é pouco. Acho até que vou fazer O MURO II e mostrar pra vocês.

Esse azul é para lembrar que até o céu pode ser um muro. Não é?

Comentários

  1. christina: ia te mostrar meu primeiro livro na pasta que carregava... não o fiz. acho que era para abrir na página do conto "o muro caiu?". tens meu blog.
    é muito bom essas empatias literárias.
    adorei tua profundidade e veracidade.
    beijo!

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