quarta-feira, 26 de maio de 2010

Colégio Cristo Redentor-Ulbra

Conversar sobre Alice é sempre um grande prazer. Conversar com leitores interessados que tiveram versões originais nas mãos é um sonho. No colégio Cristo Redentor, em Canoas, pude ver isso. Na companhia de Ângela Rolla, pude discutir questões que me inquietam sobre o texto e sobre a versão cinematográfica que está na moda. A gurizada está entendendo que leitura é uma coisa e cinema é outra. E isso me deixou muito a vontade para falar em versões, leituras e diferentes imagens que ilustraram essa pesonagem ao longo desses séculos que Alice já venceu.
Para conversar com o grupo tive a oportunidade de reler os textos e me descobri que a surpresa não tem fim. cada leitura é uma nova aventura. E assim foi.
Cada palavra, cada detalhe lemos de forma diferente dependendo da nossa idade. Essa minha meia idade se parece com a adolescência. Também mudo de tamanho com frequência e não reconheço meu corpo. Também percorro túneis estranhos sem saber como vão terminar. Também participo de festas que não têm sentido algum. Também conheço gente com convicções tão absurdas que nem parecem reais.
E também acho que a leitura propõe uma realidade especial e extraordinária e muitas vezes tenho medo de fechar um livro e acordar para a mesma realidade sem graça.
Parabéns gurizada. E aceitem o desafio de encarar essa leitura muitas e muitas vezes na vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário